Waypoint traz ao Brasil leasing de helicópteros para petroleiras

June 12, 2013
Source:  Valor Económico

A Waypoint, empresa irlandesa recém-criada para leasing de helicópteros, pretende investir ao menos US$ 100 milhões no Brasil nos próximos meses. Seu objetivo é oferecer soluções financeiras para operadores de helicópteros de grande porte, que custam entre US$ 15 milhões e US$ 30 milhões, usados principalmente no setor de óleo e gás.

 

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A companhia deu início a sua atuação com US$ 375 milhões que levantou recentemente com fundos dos investidores George Soros e Michael Dell e com o fundo Cartesian, que tem US$ 3,2 bilhões sob gestão em países emergentes. Agora, pretende obter mais outras centenas de milhões de dólares com bancos e elevar para US$ 1 bilhão seu capital disponível para leasing no mercado global. Deste total, pelo menos 10% virá para o Brasil, afirma Ed Washecka, presidente da Waypoint.

A expectativa da empresa é que entre um quinto e um terço de suas receitas venha da indústria brasileira do petróleo, segundo o empresário.

Atualmente, há mais de 150 helicópteros em operação no setor de óleo e gás no país, e a empresa estima que esse número dobre até 2020. O aumento, diz Washecka, deve ser puxado pela demanda por empresas que têm projetos no pré-sal.

Em geral, o setor precisa de helicópteros de grande porte – que transportam entre 15 e 20 passageiros -, pois as distâncias até às plataformas de perfuração em alto-mar exigem aeronaves com grandes tanques de combustível. No Brasil, essa distância chega a ser o dobro de outros locais, como no Mar do Norte ou no Golfo do México.

Neste momento, Washecka afirma estar conversando com alguns operadores de aeronaves, que poderão render negócios já no terceiro trimestre deste ano.

A Waypoint também espera fechar contratos de leasing para a compra de helicópteros usados por outros setores, como mineração, energia e serviços médicos, e também pelo governo. “Acreditamos que cerca de US$ 1,8 bilhão será necessário para o mercado de helicópteros utilitários do Brasil nos próximos dez anos”, diz.

Essa estimativa inclui a demanda por financiamentos para a manutenção das aeronaves, que precisam ter peças trocadas a cada dez anos, em média, segundo o executivo. Mundialmente, a empresa concorre em soluções financeiras para helicópteros com a também irlandesa Milestone.

Fonte: Valor Econômico, Por Olivia Alonso